Que tipo de imigrante o Canadá procura? Veja como imigrar para o Canadá

O Canadá está a procura de pessoas, será que você tem o perfil? Veja neste artigo alguns fatos interessantes se você quer imigrar para o Canadá.
imigrar canada

Alguns meses atrás, eu tive uma oportunidade única: fui a um evento sem saber que ele estava sendo promovido pelo ICC — Institute of Canadian Citizenship (Instituto da Cidadania Canadense). A minha falta de informação foi em parte descuido meu ao ler o site do evento, mas também em parte uma estratégia criada pela organização. Conforme as palestras foram acontecendo, ficou claro que parte da intenção daquele evento foi procurar por pessoas que se interessariam em imigrar para o Canadá — um país que, sabe-se, precisa de imigrantes para regular o seu crescimento populacional.

O Canadá, com sua lendária segurança e qualidade de vida, é um destino muito procurado. Ora, como então criar uma peneira para melhor selecionar quem fará parte de sua comunidade? Simples: uma série de eventos sobre os problemas que o Canadá enfrenta, e não sobre o país em si. Assim, quem aparecer vai estar previamente engajado nessas questões. Assim nasceu o 6 degrees (6 graus), evento que promove a inclusão no Canadá.

Qual foi o tema desse evento afinal? As questões e dificuldades culturais que vêm com a imigração — principalmente no que se refere à empatia, integração social e adaptação.

Imigração é um assunto complexo — questões delicadas, como  refugiados e neocolonialismo são impossíveis de escapar. O governo canadense parece procurar por um tipo de imigrante: alguém que seja anti-xenofobia e mais adepto à inclusão possível.

A organização e os palestrantes

É importante entender quem são as figuras-chave encabeçando esse processo — entender onde esse investimento e esse esforço se manifestam, então aqui cito algumas das pessoas mais proeminentes que lá encontrei, começando pelos principais membros da da organização (e da direção do instituto).

Por um lado, Adrienne Clarkson chegou ainda criança no Canadá como uma refugiada de Hong Kong, sua jornada foi da pobreza até um dos mais altos cargos políticos do país: Governor General (ao pé da letra seria Governadora Geral, mas no Brasil não temos nenhum cargo análogo a este). Por outro John Ralston Saul, autor de 14 livros, incluindo uma extensa obra sobre ciência e filosofia política — essas foram as figuras principais do evento.

Outros nomes que valem ser citados são o novelista e poeta Dany Laferrière, o empreendedor Amer Alquadi que criou uma incubadora de negócios iniciados por refugiados e a figura mais famosa da noite: o artista e ativista chinês Ai Weiwei.

Só pelas pessoas convidadas podemos ter uma ideia do tipo de conversa desencadeada. De qualquer forma, não tema! O 6 Degrees sempre grava e faz de tudo para disponibilizar seus eventos on-line depois que eles acontecem (infelizmente ainda sem legendas):

Pequeno dicionário de apoio:

acknowledgment: reconhecimento, estatuto

funding: verba, financiamento

wrongdoings: atos errôneos ou de má fé

peers: companheiros(as), parceiros(as), pessoas do mesmo grupo

archetype: arquétipo

scrutiny: análise crítica, exame

Uma lista de temas

Em mais de seis horas de palestras e discussões, muita coisa é dita e muitos temas abordados, mas deixo aqui uma lista informal dos temas que eu mais ouvi serem repetidos durante as sessões sobre imigrar para o Canadá:

  • Integração na sociedade X inclusão
  • A questão do idioma (principalmente para integração de crianças)
  • Respeito e desrespeito com culturas indígenas
  • Formas de pressão popular (principalmente utilizando a internet)
  • Dificuldade de comunicação entre conservadores e liberais
  • Machismo e racismo no Canadá
  • Cidades sustentáveis
  • Os 17 objetivos de desenvolvimento criados pela ONU

Com isso, podemos ver algumas tendências: profissões como mediador de conflitos, engenheiro ambiental e educador focado em línguas podem ser privilegiadas num cenário como este. Cursos universitários como Relações Internacionais, Urbanismo e Estudos da Mulher também se provam um diferencial — principalmente quando comparados com os clássicos Direito e Medicina.

O que aprender com isso?Afinal, como imigrar para o Canadá?

Uma coisa é certa: mesmo com todas essas informações no bolso, a sua residência não está garantida. O Canadá tem um processo de imigração como qualquer outro país e quem se candidatar deve passar por este crivo.

Se essa informação interessa você, dê uma olhada neste questionário aqui (em inglês) — onde eles avaliam a sua elegibilidade para a residência permanente e oferecem o passo a passo com todos os documentos e preços necessários. Não esquecendo que para ter sequer uma chance de obtê-la, você precisa ter um certificado internacional de proficiência em inglês e/ou francês: as informações sobre quais exames são aceitos e o quanto eles impactam no seu dossiê estão aqui (novamente em inglês).

Assim mesmo, o conhecimento sobre as tendências profissionais é útil porque o Canadá procura por um tipo de profissional. Muitos setores de trabalho já estão bem supridos no país e é aí que entender os problemas que o governo presta atenção — e concede fundos para organização de eventos internacionais — se torna importante.

Uma carreira profissional ou até um projeto paralelo que se relacione minimamente com os quebra-cabeças que o governo canadense está tentando resolver podem ser um diferencial enorme no peso da sua aplicação. Mais que isso: esses tópicos apontam para setores que precisam de mais gente trabalhando no país, um bom gancho para que você encontre um emprego uma vez que já estiver pisando nas terras de lá.

Claro que essas já são recomendações de alto nível, não podemos esquecer que os requisitos mais básicos para o Canadá envolvem idiomas! O inglês está no topo da lista, mas o francês é um grande diferencial — ainda mais para quem fala as duas línguas!

Vamos botar isso logo na mala!

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